Demonstração Pública de Robôs Subaquáticos Autónomos

IMG 8812​​​No próximo dia 14, pelas 15h00, tem lugar no Porto do Funchal, a Demonstração Pública dos Robôs Subaquáticos Autónomos que têm como missão a recolha de dados sobre os fundos marinhos que acontece no âmbito do Projeto DAMP.

Este projeto visa testar tecnologias subaquáticas (autónomas) idealizadas e construídas em Portugal, em ambientes portuários e costeiros.

Além de executar missões pré-planeadas serão executadas missões oportunistas com o potencial de aprumar estas tecnologias para aplicações futuras. Um contato in loco com os 'criadores' da tecnologia permite uma optimização da mesma para aplicações personalizadas. A utilização de tecnologias subaquáticas permite superar as limitações humanas na recolha de dados em profundidade.

Na demonstração a assistência poderá aceder a informação sobre várias missões pre-planeadas assim como missões oportunistas no sentido de, por exemplo, melhor caracterizar os fundos marinhos (batimetria) dentro dos Portos assim como permitir monitorar a sua evolução. Está a ser executada uma missão de detenção de objetos perdidos fora do porto do Funchal, nomeadamente de uma âncora (Ferro) perdido a ~40m. Serão executados levantamentos de dados ambientais nomeadamente, temperaturas e salinidade com o objetivo de melhor caracterizar a dinâmica oceanográfica costeira.

Esta é uma iniciativa multi-institucional e multi-disciplinar com o objetivo de testar e ensaiar veículos robóticos subaquáticos (autónomos) em ambientes portuários e costeiros. O projeto conta com a coordenação local do CIIMAR-Madeira em colaboração com a APRAM e com a participação do Laboratório de Sistemas e Tecnologias Subaquáticas (LSTS) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto assim como da Marinha Portuguesa.

Este projeto foi parcialmente financiado pela Agencia de Investigação das Canárias (Id. 2010/0062) atribuído à Divisão de Robótica e Oceanografia Computacional do Instituto de Investigação SIANI, da Universidade de Las Palmas de Gran Canária.

A demonstração é aberta ao público em geral e é uma boa oportunidade para testemunhar de perto o que podem fazer estes robôs. 

 

João Coimbra apresenta Associação Oceano XXI

180px-Madère Cap GiraoNo próximo dia 6 de Novembro, pelas 17h00, o Professor João Coimbra - Professor Emérito da Universidade do Porto - apresenta a Associação Oceano XXI. Fundada em 2009, esta associação reune mais de 60 membros de diferentes setores da Economia do Mar, entre empresas públicas e privadas, instituições de ensino superior, centros de I&D, comunidades intermunicipais entre outros.

Assume como principal missão a de dinamizar o Cluster do Conhecimento e da Economia do Mar Português através de um conjunto de ações de apoio à cooperação entre os atores, ao desenvolvimento da inovação, à internacionalização das empresas, ao valor das diferentes fileiras da Economia o Mar, em condições de sustentabilidade.

Devido ao seu trabalho, a nível nacional e internacional, a Oceano XXI é considerada uma Associação de Utilizade Pública pelo Estado português e foi já reconhecida com a Excelência da Bronze Label, atribuida pela European Cluster Excellence Initiative.

A participação nesta palestra é livre bastando uma confirmação para o 291 721 220 ou para o email Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

Apresentação Pública OOM


madeira-marNo próximo dia 5 de Novembro é apresentado, pelas 11h00 no Madeira Tecnopolo, o Observatório Oceânico da Madeira (OOM). 

A Agenda da Apresentação prevê uma abertura e enquadramento por Nuno Jardim Nunes, uma apresentação dos projetos e atividades do OOM por Rui Caldeira, uma apresentação de João Coimbra, Professor Emérito da Universidade do Porto e um encerramento pelo Vice-Presidente do Governo Regional da Madeira, João Cunha e Silva.

O OOM pretende constituir-se como um pólo de excelência dedicado à investigação e monitorização permanente do oceano. Esta iniciativa agrega uma comunidade científica multidisciplinar, juntando várias entidades no sentido de promover a cooperação e rentabilizar recursos.

A consolidação de dados históricos, observações e previsões numa plataforma comum, vai permitir à Região Autónoma da Madeira (RAM) dar uma resposta mais eficaz às exigências de avaliação e gestão dos recursos marinhos, capacitando a RAM com meios adequados ao desenvolvimento sustentável.

A apresentação é aberta ao público e para assistir basta confirmar presença para o email Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou para o telefone 291 721 220. 

Eleitos Corpos Directivos do OOM

OOMJá foi oficializada a criação do Observatório Oceânico da Madeira (OOM), uma unidade de investigação inserida na ARDITI - Agência Regional para o Desenvolvimento, Investigação e Tecnologia. O projeto, que vinha sendo preparado há já algum tempo elegeu agora os seus corpos directivos reunindo várias instituições e investigadores, pretendendo assim evitar a dispersão de investigadores e projetos.

Os elementos propostos para os cargos directivos foram eleitos por unanimidade: Manuel Biscoito para Presidente do Conselho Coordenador; Carlos Andrade, João Clode e Rui Caldeira para a Comissão Directiva. Ontem, na sua primeira reunião, a Comissão Diretiva elegeu Rui Caldeira como Diretor.

O Observatório Oceânico da Madeira visa o desenvolvimento de uma infraestrutura científica de monitorização permanente do oceano, incluindo dados biogeoquímicos e tecnologias de observação oceano-meteorológicas acopladas a modelos de previsão. A consolidação de dados históricos, observações e previsões numa plataforma comum vai permitir à Região Autónoma da Madeira (RAM) dar resposta mais eficaz às exigências atuais e futuras de avaliação e gestão dos recursos marinhos, capacitando a RAM com meios adequados ao desenvolvimento de estudos avançados, monitorização dos impactos induzidos pelas alterações climáticas e previsão marítima, à escala das ilhas. Assim, a Região vai poder beneficiar da informação, serviços e produtos proporcionados pelo OOM, estimulando atividades económicas de elevado valor acrescentado, designadamente no domínio do aproveitamento dos recursos biomarítimos e das energias renováveis, bem como no desenvolvimento do conhecimento científico em colaboração com investigadores e centros internacionais de referência, particularmente no âmbito da exploração geológica e mineral dos fundos marinhos, no transporte e segurança marítima, no turismo, no desporto náutico, nas pescas, e na resposta a eventos de poluição e/ou catástrofes naturais (ex. tsunamis).

Para mais informação visite o site do OOM aqui

 

Banco de germoplasma ISOPlexis com 2626 novas entradas


isoplexisO Banco de Germoplasma ISOPlexis/Germobanco, unidade de investigação da UMa, que integra o SRDITI, desenvolve investigação sobre a agro-biodiversidade, agricultura e sustentabilidade, albergando coleções de germoplasma dos recursos genéticos para agricultura e alimentação (RGAA) da RAM.

No âmbito da sua atividade, o BG ISOPlexis/Germobanco tem desenvolvido um sistema de documentação e informação (SDI) dos RGAA, que visa a inventariação e monitorização da agro-diversidade e dos recursos ge
néticos. Em articulação com o Bioversita Internacional, utilizando a plataforma GRIN-GLOBAL, a informação sobre a agro-diversidade e RGAA vem sendo sistematizada e atualizada, recorrendo a diversas fontes de informação, resultados de investigação e georreferenciação.

A plataforma GRIN-Global permite a inclusão do BG ISOPlexis/Germobanco num sistema global de documentação e informação sobre os RGAA. Futuramente o acesso à informação sobre as variedades agrícolas regionais, os recursos genéticos e material de propagação conservado no banco e/ou disponível para o sector agrícola, chegará também ao público em geral, e agentes interessados (stakholders).

A investigadora Sara Carole, através de uma posição financiada pela ARDITI na área de Qualidade Agro-alimentar, desenvolve presentemente o seu trabalho de investigação no âmbito do SDI do BG ISOPlexis/Germobanco, procedendo à pesquisa, sistematização, organização e inserção da informação disponível sobre os RGAA no sistema. O SDI possui cerca de 2626 novas entradas com 3777 movimentos de inventário introduzidos e consultáveis.

A Comunidade Europeia pretende, em fase de legislação comunitária, recente ou em fase de aprovação, que seja autorizado na agricultura sementes ou material de propagação de variedades agrícolas registadas nos Catálogos de Variedades. Excepções constituem as sementes e material de propagação utilizados regionalmente e que se encontrem conservados em bancos de germoplasma ou registados nos seus sistemas de documentação. Neste contexto o SDI do BG ISOPlexis/Germobanco afigura-se uma importante ferramenta na promoção da Bio-sustentabilidade da RAM.