SRDITI aprovado pela Assembleia Legislativa Regional da Madeira

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cabo girao Foi recentemente aprovado sob a forma de Decreto Legislativo Regional, o Sistema Regional para o Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Inovação - SRDITI, que tem por objetivo dar mais visibilidade e fortalecer uma atividade que tem como fim a dinamização da economia do conhecimento.

O objetivo de aumentar o investimento em IDTI passa, assim, por apostar na capacidade de diferentes instituições que fazem investigação na RAM gerarem fundos próprios, ao mesmo tempo estabelecendo uma dinâmica interessante, capaz de atrair e fixar cientistas e investigadores.

É de prever que, desta atividade resulte, a par de outras realidades, a criação de um “cluster” de empresas de base tecnológica criadoras de impacto económico, fazendo surgir projetos de investigação que, por sua vez, possam captar os fundos especificamente destinados a esta área de atividade pela União Europeia.

ARDITI apresenta candidatura

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SEAMSA ARDITI apresentou a candidatura do projeto SEAM-Islands (Sustainability Energy and Mobility Islands) que tem como objeto central a mobilidade de bens, pessoas e energia como fatores críticos para a competitividade e sustentabilidade nas principais ilhas da União Europeia.

O projecto, propõe-se a atingir os seguintes objetivos, em coerência com as políticas europeias relativas à mobilidade energia e clima: Promover Planos de Mobilidade Urbana Sustentável (SUMP) nas olhas europeias utilizando-as como laboratórios para encontrar as soluções que permitamultrapassar as barreiras não tecnológicas para a sua disseminação; Destacar o efeito benéfico da integração dos critérios de energia no plano de mobilidade; Levar à atenção dos decisores políticos as vantagens dos planos de mobilidade no acesso a instrumentos financeiros; Fornecer as ferramentas e informação de apoio aos planos integrados de energia e mobilidade dos SUMP.

O projeto assume um importante enfoque nas parcerias não apenas entre as regiões participantes - Madeira, Malta, Islândia, Chipre e Sardenha - mas também entre os parceiros de cada uma das regiões.

Calls para Saúde e Bem-estar

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Calls para Saúde e Bem-estar por Alberto Velez Grilo

A Estratégia Regional de Especialização Inteligente – Madeira 2020, define como prioritárias as seguintes áreas temáticas:

• Saúde e bem-estar;
• Bio-sustentabilidade;
• Energia, mobilidade e alterações climáticas;
• Qualidade agroalimentar;
• Sustentabilidade, manutenção e gestão de infraestruturas;
• Tecnologias da informação e comunicação;
• Turismo e Recursos e Tecnologias do Mar.

Destacamos hoje a área da Saúde e bem-estar, cujos objectivos estratégicos principais visam a modernização e a melhoria da qualidade da medicina na RAM o que passa, obrigatoriamente, pelo desenvolvimento da investigação e inovação na área da saúde e da educação médica através da internacionalização e da cooperação entre as diversas entidades regionais envolvidas (SESARAM, Unidades de Investigação na área da saúde (CQM, LGH) e Unidade de Ciências Médicas, da Uma).
A saúde e bem-estar, conjuntamente com as alterações demográficas, constituem um dos Desafios Societais do Horizonte 2020 (Programa quadro da CE para os anos de 2014 a 2020). Os Desafios Societais visam basicamente dar resposta aos mais diversos problemas sociais Europeus e Mundiais, financiando actividades de investigação e inovação muito orientadas para as pessoas (nomeadamente experiências piloto, demonstrações e "test-beds").
http://ec.europa.eu/programmes/horizon2020/en/h2020-section/health-demographic-change-and-wellbeing

Actualmente estão abertas as seguintes "calls" na área da saúde (Desafios Sociais):

* clique nas imagens para aceder às calls

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A lista total de "calls" actualmente abertas (em todas as áreas) pode ser encontrada no Participant Portal.

 

Ep. 22 | Joana Silva: a aplicação de 'smart materials' no âmbito da Engenharia Civil

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Joana SilvaJoana Silva, Engenheira Civil e Assistente Convidada da Universidade da Madeira, no Departamento de Engenharia Civil e Geologia, é membro de uma equipa que estuda possíveis utilizações de SMA. Do que se trata? 

SMA são conhecidos, em linguagem de engenharia civil, por constituirem "ligas com memória de forma, ou seja, ligas metálicas com propriedades interessantes em diversos contextos, sendo por isso também apelidadas por ‘smart materials’", explica a investigadora. "As ligas com memória de forma são utilizadas nas mais diversas áreas, nomeadamente na medicina, na aeronáutica, na engenharia civil, entre outras. Quando falamos nas propriedades especiais detidas por estas ligas referimo-nos essencialmente a duas delas: capacidade de sofrer grandes deformações e voltar à sua forma original quando se retira a carga (a que damos o nome de superelasticidade) ou através de aquecimento (a que chamamos de efeito de memória de forma)", conclui.

Joana Silva foca o seu trabalho no contexto da engenharia civil, "mais concretamente nas aplicações de proteção sísmica para reabilitação de estruturas de betão armado". Atualmente, esta investigação está numa fase inicial. 

Segundo a engenheira, um aspeto muito importante é o facto de estas ligas "possuírem uma elevada resistência à corrosão (um dos principais problemas na construção em ambientes marítimos)". 

"A capacidade destes materiais para dissipar energia e recentrar (isto é, contribuindo para que as estruturas retomem a posição inicial após a ocorrência de eventos extremos) faz com que sejam extremamente apelativos do ponto de vista sísmico, pois possibilitam às estruturas resistir a estes eventos naturais com danos controlados, podendo contribuir para a redução das perdas de vidas humanas e bens materiais", revela. 

Joana Silva admiti que o número de resultados de ensaios experimentais disponíveis é ainda muito reduzido, mas "vários trabalhos com ligação à Universidade da Madeira têm vindo a ser desenvolvidos nesta área nos últimos anos, no âmbito de teses de Doutoramento e Mestrado, envolvendo, por exemplo, propostas de sistemas inovadores de proteção sísmica através da utilização destes smart materials". 

A investigadora expõe o objetivo principal do trabalho que está a começar a desenvolver: "contribuir para o conhecimento do comportamento de estruturas de betão armado e reforçado com ligas de memória de forma a, concretamente, propor soluções práticas para reforço sísmico dessas estruturas". 

 

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Ep. 21 | Carla Ragonezi: investigadora estuda metodologias e tecnologias para diminuir o impacto das alterações climáticas sobre o sector agrícola

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CarlaRagoneziCarla Ragonezi é bióloga e atualmente trabalha como investigadora doutorada no Banco de Germoplasma ISOPlexis da Universidade da Madeira. Está inserida no projeto CASBio, cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional através do Programa Operativo Madeira 14-20 da Região Autónoma da Madeira, que tem por objetivo avaliar e monitorizar a Agrobiodiversidade e a Sustentabilidade dos Agrossistemas nos novos cenários climáticos.

O projeto CASBio "passa por ensaiar e desenvolver metodologias e tecnologias para diminuir o impacto das alterações climáticas sobre o sector agrícola", explica a investigadora, que também esclarece o conceito de alterações climáticas: "são variações do clima em escala global ou local, e dizem respeito a mudanças de temperatura, precipitação e outros fenômenos climáticos em relação às médias históricas". Estas alterações climáticas, segundo a bióloga, "podem trazer problemas para o desenvolvimento e produtividade de cultivares e, consequentemente, para a produção de alimentos".

Carla Ragonezi faz a monitorização destes agrossistemas em vários locais da Madeira,  quatro vezes ao ano. Para além deste trabalho, ela e os membros da equipa à qual pertence, recolhem diferentes tipos de dados (levantamentos florísticos, amostras de solo e outros). De forma mais detalhada, a investigadora do ISOPlexis revela que é "responsável pela caracterização das comunidades de microrganismos do solo através de técnicas de biologia molecular com o objetivo de avaliar a diversidade desses no solo" e que essa "avaliação permite detectar mudanças nas comunidades microbianas nos vários locais e nas diferentes recolhas, permitindo assim, analisar melhor a comunidade microbiana, a sua interação com os cultivares assim como o seu papel na adaptabilidade desses às alterações climáticas".

A bióloga dá o exemplo da planta-fungo, que acontece com algumas espécies de cultivares estudadas no projeto. "Nessa relação positiva, a planta fornece alimento para o crescimento do fungo que em troca fornece alguns nutrientes para o crescimento e o desenvolvimento da planta". 

"Atualmente decorre um ensaio com esses fungos, denominados fungos micorrízicos, e plantas de batata-doce em Porto Santo. Até 2020, o CASBio vai caracterizar e monitorizar agrossistemas sob diferentes condições agroecológicas fazendo-se depois uma avalização da adaptação desses sistemas a diferentes condições ambientais", informa. 

 

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